As equações de Maxwell
As equações de Maxwell descrevem
os fenômenos eletromagnéticos. Em 1864, Maxwell unificou todos os fenômenos elétricos e magnéticos observáveis em um
trabalho que estabeleceu conexões entre as várias teorias da época, derivando
uma das mais elegantes teorias já formuladas. Com essa teoria, todos os
fenômenos elétricos e magnéticos poderiam ser descritos em apenas quatro
equações, conhecidas atualmente como Equações de Maxwell.
Um exemplo cotidiano de magnetismo são
as tintas utilizadas em tatuagens. Assim, se você possui uma tatuagem e se
submete a um exame de ressonância magnética, o campo magnético de alta
intensidade usado no exame, pode produzir um puxão na sua pele.
As equações de Maxwell são equações básicas do eletromagnetismo,
capazes de explicar uma grande variedade de fenômenos e são a base
do funcionamento de muitos dispositivos eletromagnéticos. São elas:
Explicando um pouco melhor essas equações:
Lei de Gauss para a
eletricidade
Essa é a primeira das
quatro equações de Maxwell, proposta originalmente pelo matemático alemão Carl
Friedrich Gauss (1777-1855), é o equivalente à lei de Coulomb em situações
estáticas. Ela relaciona os campos elétricos e suas fontes, as cargas
elétricas, e pode ser aplicada mesmo para campos elétricos variáveis com o
tempo.
Lei de Gauss para Campos Magnéticos
Esta lei é equivalente à
primeira, mas aplicável aos campos magnéticos, ela propõe que a estrutura magnética mais simples
que existe é o dipolo magnético. Não existem monopolos magnéticos (não
existe polo sul ou polo norte isolado).
Lei de Ampère-Maxwell
Cada elétron de um átomo possui um momento dipolar magnético
orbital e um momento dipolar magnético de spin que se combinam vetorialmente.
As propriedades magnéticas dos materiais são resultado da combinação de todos
esses momentos dipolares, que são classificadas em três tipos: Diamagnetismo,
paramagnetismo e ferromagnetismo.
Lei de Faraday:
A quarta das equações de Maxwell descreve as características do campo elétrico originando um fluxo magnético variável. Os campos magnéticos originados são variáveis no tempo, gerando assim campos elétricos do tipo rotacionais. Até o final do século XIX, acreditava-se que com estas equações não havia mais nada para ser descoberto na física. Porém, em 1900, Max Planck deu inicio à chamada Física quântica, com seus postulados sobre a radiação de corpo negro. Em 1905, Albert Einstein revoluciona de uma vez por todas os conhecimentos da ciência, lançando a Teoria da Relatividade e o Efeito Fotoelétrico, abrindo caminho para o maior desenvolvimento científico da história. As equações de Maxwell são consideradas o marco final do que chamamos de Mecânica Clássica. Maxwell foi o primeiro físico a encontrar através de cálculos matemáticos a velocidade das ondas eletromagnéticas, tudo graças às suas famosas equações.
Paramagnetismo
Em materiais paramagnéticos, os átomos têm momentos de dipolo
magnéticos permanentes que interagem fracamente e estão orientados
aleatoriamente na ausência de um campo magnético externo. Na presença de um campo externo, eles tendem a se alinhar paralelamente ao campo, mas isto é dificultado pelo movimento caótico provocado pela agitação térmica. O grau de alinhamento dos momentos com o campo depende da intensidade deste e da temperatura.
Ferromagnetismo
Esta é a forma mais forte de magnetismo, exibida por materiais
como ferro, cobalto, níquel, gadolínio, etc e por suas ligas. O
ferromagnetismo surge devido a uma interação quântica especial,
chamada acoplamento de troca, que permite o alinhamento dos
dipolos atômicos em rígido paralelismo, apesar da tendência à
desordem devida à agitação térmica.
Acima de uma certa temperatura crítica, chamada temperatura
de Curie, o acoplamento de troca deixa de ter efeito e o material
torna-se paramagnético.
Diamagnetismo
É o tipo de magnetismo manifestado por todos os materiais
comuns, mas é tão fraco que é mascarado se o material exibir
também magnetismo de um dos outros dois tipos. Um material
diamagnético não possui momento de dipolo magnético
permanente; quando o material é submetido a um campo magnético
externo, fracos momentos de dipolo magnético são produzidos nos
átomos do material.
A combinação destes momentos de dipolo induzidos produz um
fraco campo magnético resultante, que desaparece quando o campo
externo é removido.
O momento de dipolo induzido por um campo externo tem
sentido oposto a . Se este for não uniforme, o material
diamagnético é repelido de uma região de campo mais intenso para
uma região de campo menos intenso.
É o tipo de magnetismo manifestado por todos os materiais
comuns, mas é tão fraco que é mascarado se o material exibir
também magnetismo de um dos outros dois tipos. Um material
diamagnético não possui momento de dipolo magnético
permanente; quando o material é submetido a um campo magnético
externo, fracos momentos de dipolo magnético são produzidos nos
átomos do material.
A combinação destes momentos de dipolo induzidos produz um
fraco campo magnético resultante, que desaparece quando o campo
externo é removido.
O momento de dipolo induzido por um campo externo tem
sentido oposto a . Se este for não uniforme, o material
diamagnético é repelido de uma região de campo mais intenso para
uma região de campo menos intenso.

